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O
gado Caracu constitui a raça bovina nacional mais aperfeiçoada.
Descende de bovinos portugueses trazidos no tempo do Brasil
colônia, localizando-se sobretudo no vale do Rio Pardo.
Seu
peso vai de 500 a 600Kg nas vacas e 800 a 1000 nos touros,
em média.
Estatura
média de 135 cm nas fêmeas e 143 nos machos.
Pelagem
amarela-alaranjada uniforme, podendo ser mais clara ou mais
escura. O couro é de espessura média, macio e solto. Os
pelos são abundantes, curtos, finos e luzidios. A mucosa
clara, desprovida de pigmento.
Cabeça
forte, larga, sem chegar a ser grosseira ou pesada; é
preferível que seja leve. Fronte larga, ligeiramente
deprimida entre órbitas, pouco salientes e de perfil
ligeiramente convexo. Marrafa alta, arredondada. Chanfro
curto e largo. Os chifres são fortes, não devendo ser
muito pesados, saem para trás, dirigem-se para os lados,
para a frente, e com as pontas, que são vermelhas, para
cima; de secção elíptica, torcidos em espiral sobre seu
eixo. As orelhas são relativamente pequenas, delgadas, com
pelos curtos e finos. Os olhos são vivos e tranqüilos.
Pescoço
de musculatura e comprimento médios, com alguma barbela; no
touro o congote deve unir-se bem às regiões vizinhas e não
deve ser dividido.
Corpo
longo e cilíndrico; entretanto, mostra-se ainda um pouco
estreito ou achatado. Garrote um pouco largo. Linha superior
direita, igualmente musculada. O dorso e lombo devem ser
uniformemente longos, largos, musculados, arredondados
suavemente para os lados. As ancas são largas, baixas,
quase apagadas. A garupa é comprida e larga, mas, no geral,
de alcatra pouco fornida, o que constitui grave defeito a
corrigir. A cauda é grossa na base, afinando-se para a
extremidade, comprida e com pouca vassoura, deve sair em nível
com a garupa e destaca-se entre as pontas das nádegas.
Peito de média amplitude, regularmente musculado, com a
ponta um pouco saliente. As espáduas são grandes,
musculosas. O tórax tem boa capacidade. As costelas são
aproximadas, arqueadas. O ventre é bem sustido. O flanco
freqüentemente um pouco cavado, defeituoso, como o patinho
não tão baixo como deveria ser. Os pernis são
arredondados sobretudo nos machos, espessos, porém não
descem bem até o garrão.
Membros
relativamente curtos, fortes sem ser grosseiros. Aprumos
bons, porém um pouco apertados para gado de corte. O braço
é musculoso, mas o antebraço e a perna são no geral
deficientes. Os cascos são de cor alaranjada.
Aptidões
e outras qualidades
Inicialmente,
foi o Caracu encarado como um boi de corte, embora sempre
fosse reconhecido como excelente animal de trabalho. Depois,
procurou-se o desempenho de três funções econômicas:
produção de carne, leite e tração, com interesse
especial nas duas primeiras. Existem rebanhos puramente
leiteiros e rebanhos do tipo normal, formados de vacas de
acentuada aptidão leiteira, atingindo 2000 Kg de leite por
período de lactação. A precocidade, acima da do gado
comum; um garrote de 2 anos pode atingir 500 Kg. O
rendimento médio na matança é de cerca de 60.
É
sexualmente um pouco tardio Seu temperamento é ativo e a
mansidão incomparável. Extremamente rústico, graças à
sua secular adaptação ao nosso país, é bastante
resistente às moléstias endêmicas e ao ectoparasistismo.
Tem importância potencial considerável para levantar
rebanhos heterogêneos, degenerados e por outro lado, o
Caracu poderia ser melhorado rapidamente por infusão de
sangue de outras raças aperfeiçoadas.
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