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A
raça chianina tem sua origem nas províncias de Arezzo,
Siena, Perusa, Florença e Pisa, e se expandiu por certas
zonas dos Abruzzos e da Campania, abrangendo uma grande
variedade de solos de planície, colinas e áreas
montanhosas. Segundo French, em seu estudo para a F.A O
sobre as raças bovinas da Europa, há quatro variedades
dentro desta raça: a do Vale do Chiana, a variedade de
maior porte, criada nas planícies de Arezzo e Siena; a
Valdarno, que se encontra nas colinas de Pisa e Siena, fora
do Vale; a Perusa e a Calvana, de Florença, de tamanho
menor, devido seu habitat nas montanhas, onde o inverno é
severo e os pastos escasseiam. A variedade Perusa,
procedente desta região, e a Valdarno, são de tamanho
intermediário entre a variedade do vale do rio Ciana e a
Calvana. Essas diferenças evidenciam a influência decisiva
da nutrição sobre o desenvolvimento corporal, e se
acentuam em regime de estabulação. É pouco conhecida fora
da Itália, e sua introdução em nosso País, deve-se a
criadores de origem penisular, interessados em cruzá-la com
o Zebu.
Descrição:
- Peso de 720 - 980 Kg nas vacas e 1.150 - 1.280 nos touros.
Altura
de 150-166 cm nas fêmeas e 168-172 nos machos adultos.
Pelagem
branca porcelana, tolerando-se nos touros o cinzento nas
orelhas e partes anteriores do corpo. As pálpebras e a
vassoura da cauda mostram pelos negros. O focinho, as
aberturas naturais, os chifres e as unhas são pretos. Os
pelos são curtos e bem assentados. A pele é pigmentada,
flexível e solta.
Cabeça
de perfil reto e chanfro um pouco longo. Chifres curtos, de
ponta negra, curvados para diante e para cima.
Pescoço
curto, forte e com papada.
Corpo
cilíndrico, longo e profundo. As cruzes são musculosas e
largas, pouco mais altas que o dorso, que é bastante longo.
Lombo comprido, largo e musculoso. Quartos traseiros
carnudos, com nádegas convexas e bem descidas. Costelas
arqueadas e tórax profundo. Extremidades musculosas, de
comprimento médio e forte ossatura. Úbere pouco
desenvolvido.
Aptidões
O
Chianino atual é melhor para o corte, de crescimento rápido,
grande musculatura e robusta constituição, dá rendimento
de 54 a 61%, conforme a idade e o acabamento. No Brasil, o
gado Chianino é apreciado para cruzamentos, especialmente
com o Nelore, para a produção de novilhos precoces e
pesados.
Produtividade
No
país de origem, os bezerros nascem grande, com 40 a 50
quilos; aos seis meses, estão com 260 kg os machos e 225 as
fêmeas. Com um ano, os bezerros pesam de 460 a 680 quilos;
aos dois anos, podem estar com 900 a 1.000, e quando adultos
alcançam 1.150 a 1.280 quilos. As fêmeas dão em média
350 quilos com um ano; aos dois anos, estão com 550 e,
quando adultas, alcançam 720 a 980 quilos. O gado chianino
distingue-se pelo elevado porte: touros adultos podem alcançar
184 cm de altura na cernelha, e pesar até 1.700 quilos. Os
ganhos médios diários, após um ano de idade, alcançam
1.800 a 2.000 gramas. A fertilidade e a longevidade são
outras características da raça. No corte, os novilhos
chianinos apresentam excepcional rendimento, normalmente de
60 por cento. É interessante observar a boa relação
existente entre o quarto anterior e o posterior; expressa em
percentual de carcaça, é de 50,31/49,69. A carne é de
qualidade superior, com ausência de gordura entre as fibras
e com leve proporção de gordura subcutânea.
No
Brasil
No
Brasil, o serviço de registro vem sendo executado pela
Entidade, que congrega os seus adeptos, dentre os quais
alguns criadores responsáveis pela introdução da raça no
Brasil e sucessivas importações, inclusive nestes últimos
anos, em decorrência do maior interesse pelas raças
italianas. No Brasil, os trabalhos de registro foram
confiados pela A.B.C.C., mediante convênio, à Associação
Paulista de Criadores de Bovinos, hoje Associação
Brasileira de Criadores, até que a Entidade possa contar
com técnicos próprios. As provas funcionais estão a cargo
da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas, da
Universidade de São Paulo, localizada em Botucatu. De 1968
a 1972, foram registrados 791 reprodutores e matrizes.
Evidente, a raça está sendo experimentada no Brasil. Os
plantéis são em número reduzido e constituídos
normalmente de uma ou duas dezenas de cabeças. Por
enquanto, nada se pode dizer de sua adaptação em nosso País,
uma vez que vem sendo criada em regime intensivo, protegida
contra os agentes adversos do meio tropical. Nas provas e
controle de desenvolvimento tem apresentado resultado análogos
aos de seu país de origem; naturalmente, dado o
desenvolvimento muito rápido, exibe boa alimentação
suplementação mineral abundante. São Paulo, naturalmente,
é o principal centro de criação e difusão das raças
italianas, face à evolução de sua pecuária e espírito
de iniciativa de seus empresários. A análise dos dados de
registro releva que a Chianina está representada em
diferentes regiões do território nacional, que vão de
Pernanbuco ao Rio Grande do Sul.
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