Andaluz
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Histórico
 

O mais antigo cavalo de sela da civilização ocidental e também o mais importante na história eqüestre é o andaluz, um cavalo típico do sul da península ibérica, muito semelhante ao berbere do norte da África. Cinqüenta séculos antes da nossa era já se falava desta raça: o andaluz atravessou a idade do cobre, do ferro e do bronze e era utilizado pelos guerreiros da era neolítica em seu s exercícios eqüestres. 

Geologicamente, a entrada do andaluz na América é explicada através de um cataclisma geológico que abriu o estreito de Gilbratar, dividindo a Europa e a África, então ligados por terra. O fenômeno fez com que, embora separados, os dois continentes mantivessem as mesmas espécies de fauna, flora e particularmente de cavalos, nos litorais  banhados pelo mediterrâneo – o sul da Espanha e o norte da África. Foi da Europa e da África que os cavalos emigraram em três rotas distintas, espalhando-se pelo mundo.

Eram andaluzes da ilha de São Domingos os primeiros cavalos que chegaram ao Brasil trazidos por Tomé de Souza em 1549, por Antonio de Oliveira para a Bahia e Cristóvão de Barros no vale do São Francisco. E foi a raça que deu origem aos cavalos brasileiros, do sertanejo ao crioulo. Por causa desta sua ligação com a história do mundo e por ter auxiliado na formação das melhores raças de cavalos da atualidade, o cavalo andaluz é também conhecido como “o cavalo colonizador”.

Cavalo de porte médio, de caráter nobre e dócil o andaluz é um animal muito fogoso, alegre, inteligente e com muita facilidade para o aprendizado. Seus movimentos são ágeis, elevados e extensos, energéticos porém suaves; um animal apto para a reunião. Por causa destas qualidades, o andaluz é especialmente próprio para o hipismo amador e principalmente para o adestramento, onde executa quaisquer movimentos de alta escola, com graça e beleza.

Outra característica marcante do andaluz é a sua potência digestiva, que faz com que ele se mantenha em condições precárias de alimentação em situações onde a maioria das outras raças finas pereceria. Sua manutenção é, assim, mais econômica que a de outras raças, principalmente as derivadas do puro-sangue inglês. A garupa arredondada, os movimentos ágeis e garbosos de suas pernas, o pescoço erguido semelhante ao de uma garça, a cabeça pequena onde brilham dois olhos de fogos, as orelhas pequenas e atentas, fazem do conjunto total de suas formas o mais bem acabado modelo da raça cavalar.

 

Fonte: O Cavalo no Brasil (Ed. Nova Fronteira)


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