Crioulo

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Histórico
 

A primeira raça sul-americana de cavalos moldou-se nos campos úmidos da Bacia do Prata. Descendia em linha direta dos ibéricos, trazidos por espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, o Paraguai e o Brasil, submetidos agora à topografia dos pampas, das várzeas e das serras, e às transformações climáticas que alternavam enchentes e secas, geadas e temperaturas escaldantes, alimentação farta na primavera e escassez absoluta no verão e nos rigores do inverno.

O cavalo crioulo, imbatível nas distâncias curtas, mas também de extraordinário galope nos percursos mais longos, tornou-se assim um animal de músculos de ferro e tendões de aço. Fez-se indispensável nas estâncias, no trabalho com o gado: sua velocidade de arrancada, suas esbarradas, a volta nas patas, desenvolveram-se ao longo dos séculos nos rodeios do gado bagual, nas mangueiras, nos bretes e nos apartes.

A raça crioula expandiu-se ao mesmo tempo no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. São estes países os cinco principais criadores, sendo que o Rio Grande do Sul tem a melhor seleção de todos eles.

Este crioulo ideal tem características próprias, bem definidas. Pesa entre 400 e 450 quilos, com altura média de 1.45m. A medida de seu tórax é geralmente de 1.75, o que os faz, capaz de carregar um peso de 127 quilos, o mesmo que se costumava exigir de um bom cavalo de guerra. Sua pelagem é extremamente variada: gateada, moura, rosilha, alazã, zaina, escura ou tordilha. Sua musculatura é forte e bem desenvolvida. Seus cascos são de volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos e negros.
 

 

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