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O
Mangalarga Paulista foi formado pelo Tenente-Mor Francisco
Antônio Diniz Junqueira e seus descendentes, que se
estabeleceram com fazendas, em 1812, onde é hoje o Município
de Orlândia, para onde levaram cavalos, entre os quais
"Fortuna", do mesmo sangue do Mangalarga mineiro.
Outras introduções de Minas foram feitas no século
passado por outros membros da família Junqueira, buscando o
aperfeiçoamento das formas, agilidade, resistência,
robustez, etc. Estes animais e seus produtos eram testados
em longas caçadas pelos campos sujos, de maneira a proceder
a uma seleção verdadeiramente funcional. Aqueles que não
satisfaziam às exigências dos criadores criadores eram
eliminados da reprodução.
O
padrão desta raça é descrito em outro capítulo, porém
como para as demais raças, faremos uma ligeira descrição
e comentários de seu valor. A sua conformação muito se
assemelha à do Andaluz, ou por outra, assemelhava-se, pois
desde alguns anos para cá a orientação da Associação de
criadores é de torná-lo um cavalo mais esguio, mais ágil,
do que o tipo primitivo, de pescoço, tronco e ancas
musculados um pouco em excesso à semelhança do Andaluz, ou
Alter. O Mangalarga Paulista tem hoje o pescoço levemente
rodado, bem mais leve, um trem anterior menos pesado,
antebraço mais longo, garupa menos inclinada, cernelha mais
alta, ângulo do jarrete mais aberto, membros mais altos e
com melhores aprumos.
O
antigo andamento característico, uma marcha tripedal, foi
modificado para a marcha trotada (trote interrompido), que não
chega a ser tão áspera como o trote nem tão macia como a
marcha picada do Mangalarga mineiro.
Embora
existam animais com cabeça tipicamente Árabe,
provavelmente por influência de cruzamentos, a cabeça do
atual Mangalarga Paulista é caracteristicamente de Bérbere:
orelhas de tamanho médio, finas, não muito afastadas;
olhos afastados oblíquos, pouco salientes revelando mansidão
e vivacidade: chanfro fino ligeiramente convexo; focinho
fino, boca bem rasgada, narinas regularmente abertas. A cabeça
e pescoço conservam-se numa posição distinta, de nobreza.
A
diminuição do peso do trem anterior, deslocando o centro
de gravidade mais para trás, permitiu torná -lo um animal
mais ágil isto é, um animal para qualquer serviço
inclusive para o polo, um esporte que requer não só
agilidade, como maneabilidade da montada. De conformidade
com estudos de Trivelin (1954), a estatura nos machos é de
151cm e das fêmeas 145cm, e as pelagens mais freqüentes,
pela ordem são Alazã, Castanha e Tordilha (Trivelin,
1957).
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