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Escrever
sobre o PSI no Brasil é basicamente escrever sobre os
grandes haras e os principais corredores que deles saíram,
desenhando assim um perfil todo especial da evolução de
nossa criação desde seus limites rigorosamente domésticos
até a sua entrada, embora ainda um tanto tímida e
conquistada realmente por muito poucos, no cenário
internacional. Os amadores do século XIX perdem significação.
Os construtores mais sólidos e profissionais do século XX
são os verdadeiros autores desta tão curta história.
Através da vida destes haras, nossas corridas de cavalo,
nossos cavalos de corrida ganham o exato colorido, de início
pintado de maneira um tanto impressionista e, pouco a pouco,
ganhando maior nitidez.
Para
entendermos o PSI, dois nomes surgem como fundamentais no
mundo da criação: o Haras Guanabara e os Haras São José
e Expedictus. O primeiro representou, quando de sua fundação
e do surgimento nas pistas de sua primeira geração
completa (a de 1945), uma profunda e estrutural revolução
dentro da nossa história; seu turning-point indiscutível.
Com o Guanabara, tudo que veio antes dele e insistiu em
manter a mesma política de criação simplesmente
naufragou. A revolução imposta pelos irmãos Roberto e
Nelson Grimaldi Seabra no campo de criação construído em
Bananal (trazendo um pouco da Normandia para o interior de São
Paulo) provocou uma renovação e uma atualização em
limites que, até hoje, são percebidas pela influência
sobre os inúmeros novos haras (pequenos ou grandes) que
foram fundados desde então.
A política
dos irmãos Seabra no Guanabara foi absolutamente
internacional. Da formação dos piquetes ao emprego de
pessoal altamente qualificado, da importação de garanhões
ao rigor admirável na seleção das linhas maternas para a
formação de seu plantel básico de éguas-mães, da
preocupação com os acasalamentos que implicaram no envio
de reprodutoras para a Europa e para a Argentina até o
extraordinário bom gosta de suas construções, o Haras
Guanabara é um exemplo vivo da aristocracia e da classe que
envolvem o mundo do PSI.
Padrão
do Cavalo Puro-Sangue Inglês
Pelagem
– preto (uniforme), castanha (com suas variações), alazão
(tostado e ruão) e todilho (com suas variações).
Altura
– em torno de 1.60m.
Peso
– aproximadamente 450kg.
Temperamento
– energético, de grande vitalidade e as vezes indóceis.
Cabeça
– perfil reto ou levemente ondulado, olhos grandes e
expressivos, pálpebras finas, narinas grandes, finas e
dilatadas nas asas, orelhas esbeltas, finas e móveis.
Pescoço
– reto e bem musculoso, comprido e bem unido ao tronco,
crina fina e discretamente abundante.
Cernelha
– discretamente elevada e musculosa na base.
Dorso
– reto, comprido e musculoso, largura proporcional, em união
reta com a região lombar.
Lombo
– largo, curto em prolongamento reto ao dorso e bem unido
a garupa, formando um só corpo.
Peito
– visto de frente deve ser ligeiramente estreito e sem
exagero de profundidade para conservar a harmonia.
Tórax
– visto de perfil deve dar a impressão de grande
capacidade pulmonar, tão comprido quanto possível, com
costelas compridas e pouco arqueadas com tendência à direção
caudal.
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