Com
desempenho
negativo
do
setor
em
2007,
houve
alta
discreta
no
número
de
matrizes.
A
suinocultura
mineira
estima
incremento
no
consumo
de
carne
neste
período
de
frio.
Segundo
o
vice-presidente
da
Associação
dos
Suinocultores
de
Minas
Gerais
(Asemg),
José
Arnaldo
Cardoso
Penna,
mesmo
com
este
mês
apresentando
retração
na
demanda
na
Capital
em
função
do
período
de
férias,
o
interior
do
Estado
está
compensando
essa
queda
com
o
mercado
aquecido.
Para
Penna,
a
tendência
é de
preços
mais
altos
no
decorrer
de
julho.
"Essa
semana
o
quilo
do
suíno
vivo
está
em
R$
3,40
e a
nossa
perspectiva
para
o
mês
de
agosto
é
que
a
cotação
alcance
R$
3,50.
A
oferta
está
ajustada
e a
demanda
vem
crescendo
constantemente,
nos
fazendo
acreditar
que,
no
próximo
mês,
os
preços
ficarão
entre
R$
3,60
e R$
3,70
ainda
na
primeira
quinzena,
superando
as
metas",
projetou.
De
acordo
com
o
dirigente,
no
mercado
paulista
o
quilo
da
carne
suína
está
cotado
em
R$
3,70,
valor
que
pode
ser
atribuído
a
oferta
constante
e a
uma
procura
maior
que
está
gerando
recomposição
de
preços."Em
Minas,
essa
acomodação
deverá
ocorrer
em
breve.
No
último
ano,
a
atividade
passou
por
momentos
de
crise
em
função
da
queda
de
preços.
Agora,
a
oferta
está
ajustada",
salientou.
Em
função
do
desempenho
negativo
do
setor
no
último
ano,
houve
crescimento
discreto
no
número
de
matrizes.
Hoje,
no
Estado
são
cerca
de
210
mil
matrizes
em
granjas
comerciais.
"O
abate
anual
no
Estado
previsto
para
este
exercício
gira
entre
4,5
milhões
e
4,8
milhões
de
cabeças.
Acreditamos
que
a
oferta
se
manterá
estável,
reforçando
a
alta
nos
preços
de
comercialização",
enfatizou.
Insumos
–
João
Bosco
Martins,
presidente
da
ASEMG,
falou
a
respeito
da
alta
dos
insumos
milho,
sorgo
e
farelo
de
soja,
que
já
respondem
por
mais
de
70%
dos
custos
de
produção
da
suinocultura.
"Hoje
trabalhamos
com
o
milho
a R$
30 a
saca,
o
sorgo
R$
24 e
o
farelo
de
soja
em
torno
de
R$
800
a
tonelada,
isso
torna
a
produção
algo
muito
difícil
",
ponderou.
Outro
fator
negativo
são
as
baixas
taxas
de
exportações,
o
país
exportou
cerca
de
280
mil
toneladas
no
primeiro
semestre
do
ano.
"O
faturamento
foi
de
US$
780
milhões,
a um
preço
médio
de
US$
2,780
a
tonelada.
Em
Minas,
as
exportações
são
pequenas,
mas
estima-se que
até
o
final
do
ano
chegue-se
a 15
mil
toneladas,
alta
de
40%
se
comparado
ao
ano
anterior",
afirmou.
Segundo
Penna,
a
perspectiva
é
que
o
país
exporte
cerca
de
650
mil
toneladas
de
carne
suína.
O
principal
mercado
ainda
é a
Rússia,
que
responde
por
mais
de
50%
do
volume
exportado
enquanto
que
Hong
Kong
vem
logo
em
seguida
respondendo
por
15%,
salientou.
A
produção
também
continua
crescendo.
No
último
ano
foram
produzidas
cerca
de
380
mil
toneladas
de
carne
suína
e a
perspectiva
para
este
exercício
é de
chegar
a
400
mil
toneladas.
A
expectativa
é
que
as
exportações
de
suínos
apresentem
incremento
de
10%,
aceleradas
pela
demanda.
No
último
ano,
o
país
fechou
com
o
consumo
de
13
quilos
per
capita,
enquanto
o
consumo
mineiro
ficou
entre
20 e
21
quilos
por
pessoa.
Com
o
objetivo
de
aumentar
esses
valores
a
Asemg
trabalha
firme
com
ações
de
marketing
que mostram
a
saudabilidade,
praticidade
e o
sabor
da
carne
suína.
Além
de
aplicar
este
conceito
em
todo
o
estado,
a
associação
tem
levado
a
diversas
cidades
conhecimento
e
muita
novidade
através
da
campanha
“Um
Novo
Olhar
Sobre
a
Carne
Suína”,
que
ainda
este
ano
será
aplicada
em
diversas
cidades
do
interior.”
Montamos
uma
grande
estrutura
e
ensinamos
aos
proprietários
e
trabalhadores
de
casas
de
carnes
e
supermercados
e a
população
local,
que
existem
formas
diferenciadas
e
gastronômicas
de
apresentar
o
produto
ao
consumidor
final”
comentou
João
Bosco.