Com o objetivo
de desenvolver
projetos de
pesquisa
envolvendo
estudos de
patogenia e
imunologia de
doenças virais
nos suínos, com
foco em
circovírus suíno
tipo 2 (PCV2) e
doenças
associadas (PCVD),
síndrome
reprodutiva e
respiratória
suína (PRRS) e
influenza suína
(SIV), a
pesquisadora
Janice Ciacci
Zanella atuará
por dois anos no
Laboratório
Virtual da
Embrapa no
Estados Unidos –
Labex EUA.
Janice, que é
pesquisadora da
Embrapa Suínos e
Aves
(Concórdia/SC),
empresa
brasileira de
pesquisa
agropecuária
ligada ao
Ministério da
Agricultura,
Pecuária e
Abastecimento,
embarca no
próximo dia 28
de maio
para a cidade de
Ames – Iowa. Lá,
ela estará
lotada no
National Animal
Disease Center (NADC),
instituto de
pesquisa
aplicada
considerado o
maior centro de
sanidade animal
federal dos EUA,
onde são
conduzidas
pesquisas para
controlar
doenças animais
e garantir a
segurança dos
alimentos.
De acordo com a
pesquisadora, o
trabalho no NADC
está dividido em
cinco
programas de
pesquisa:
doenças virais e
priônicas,
respiratórias,
bacterianas,
doenças
reprodutivas dos
bovinos,
segurança dos
alimentos e
doenças
entéricas.
“Atualmente são
45 projetos em
andamento, dos
quais
32 são em
sanidade animal,
com o objetivo
de identificar,
caracterizar,
controlar e
erradicar
doenças virais e
priônicas. Nele
são estudados os
mecanismos
patogênicos de
doenças,
desenvolvidos
testes de
diagnóstico,
vacinas de
controle de
doenças virais e
definidos a
prevalência e
impacto
econômico de
doenças
emergentes
virais”,
explicou Janice.
Durante o
período em que a
pesquisadora
estará no Labex
EUA pretende
participar em
cada área de
pesquisa e
selecionar uma
para sua maior
colaboração. “O
resultado que
espero deste
trabalho é o
aperfeiçoamento
das pesquisas
básicas e
aplicadas na
Embrapa, de olho
na excelência na
área de
investigação
em sanidade
animal”,
comentou. Quem
será o maior
beneficiado com
este trabalho?
“Serão os
produtores, as
agroindústrias e
o país. Os
benefícios
econômicos virão
do diagnóstico
rápido e
específico, uma
vez que o
reconhecimento
correto de
doenças é
princípio
básico do
delineamento de
estratégias de
controle e
redução de
perdas
econômicas.
Também
influenciará no
controle do
trânsito e
comercialização
de animais e
produtos”.
Para apontar
alguns dados de
como o trabalho
de pesquisa pode
auxiliar a
questão
econômica,
Janice cita que
com a adoção das
tecnologias a
serem
estudadas e
aperfeiçoadas
espera-se
reduzir em pelo
menos 50% o
impacto
econômico da
circovirose no
setor produtivo,
o que representa
mais de 15
milhões de reais
por ano somente
na região Sul.
Além de
aprofundar nessa
linha de
pesquisa, Janice
também atuará na
prospecção de
oportunidades de
intercâmbio
entre
pesquisadores da
Embrapa e do
Agricultural
Research Service
(ARS), órgão do
Departamento
de
Agricultura
dos EUA. “A
proposta é a de
promover uma
parceria de
longa duração
entre o ARS e a
Embrapa, pois a
cooperação
internacional é
importante no
entendimento e
controle de
doenças de
alcance
mundial”,
enfatizou.
Outra
oportunidade que
a pesquisadora
vislumbra com
este trabalho no
Labex EUA é a
contribuição da
Embrapa Suínos e
Aves, juntamente
com
empresas
privadas, no
desenvolvimento
de uma vacina de
tecnologia
nacional
utilizando
microorganismos
(PCV2) isolados
de plantéis
brasileiros. “O
isolamento foi
feito pela
Unidade pela
primeira vez no
Brasil, que hoje
é referência,
domina a
tecnologia e
mantém
diferentes
isolados
nacionais,
seqüenciados e
caracterizados
molecularmente”,
confirma a
pesquisadora.
O que é o Labex
– O Laboratório
Virtual da
Embrapa no
Exterior (Labex)
foi instalado
nos Estados
Unidos em 1998,
com o apoio do
ARS, para
atuação no
fortalecimento e
ampliação da
cooperação
científica e
tecnológica
entre os
pesquisadores
das duas
instituições e
de
universidades
brasileiras e
americanas. O
primeiro
coordenador do
Labex-EUA foi o
atual
diretor-presidente
da Embrapa,
Silvio Crestana,
seguido do
pesquisador
Airdem Assis.
Atualmente, o
coordenador é o
pesquisador
Félix França.