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Uma equipe de médicos veterinários da Adapec –
Agência de Defesa Agropecuária apreendeu nos municípios
de Goianorte e Arapoema, Noroeste do Estado, 3.354
quilos de queijo impróprios para o consumo e interditou
dois estabelecimentos lácteos. O produto será
encaminhado ao aterro sanitário da cidade de Colinas,
onde será destruído na manhã, desta sexta-feira, dia 25.
Parte do material, 2.554 quilos de
queijo/mussarela, foi apreendido na tarde de
quarta-feira, dia 23, após a verificação de uma denúncia
anônima. O estabelecimento funcionava clandestinamente
em Goianorte, a 250 km da Capital, sem registro nos
Serviços de Inspeção, e por isso foi interditado e
lacrado. Outra irregularidade encontrada no local é que
os produtos recebiam rótulos da Leite Mel, de Colméia,
caracterizando-se como uma extensão ilegal desta
empresa.
A Leite Mel, que tem registro no SIE, foi fiscalizada e
recebeu uma notificação pelo caso. Além da extensão
clandestina, como a Leite Mel, já havia sido notificada
por não apresentar
documentos solicitados pela Adapec, também foi
multada no valor de R$ 2.000,00.
Os outros 800 quilos de queijo apreendidos pela Adapec,
foram encontrados no laticínio Sonho Dourado, em
Arapoema, a 402 Km de Palmas, na manhã desta
quinta-feira, dia 24. Lá os fiscais verificaram que a
empresa tinha CNPJ e inscrição estadual, mas faltava o
registro junto à um órgão de inspeção. Nos produtos
fabricados no local, iam rótulos informando que o leite
utilizado era pausterizado, contudo a empresa não
possuía um pasteurizador. Sonho Dourado também foi
interditado e lacrado.
A operação também resultou na notificação e multa de
outros três estabelecimentos. As empresas "Quatro
Irmãos" e "São Francisco" (de Colméia), foram multadas
em R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00, respectivamente. Ambas,
que já haviam sido notificadas, não apresentaram parte
dos documentos solicitados. Além disso, não possuem
pasteurizador e precisam realizar melhorias na estrutura
física dos laticínios. Já a Ouro Branco, também
localizada no município de Colméia, foi notificada por
não ter pasteurizador.
Ao todo seis estabelecimentos foram fiscalizados. O
prazo para regularizar a situação do pasteurizador é de
45 dias, assim como a questão da documentação. Já para
as melhorias na estrutura dos estabelecimentos, as
empresas terão até 150 dias para se adequarem.
O presidente da Adapec, Humberto Camêlo, alerta os
consumidores: "Fiquem atentos na hora da
compra, verificando se os produtos têm o selo do
Serviço de Inspeção que certifica a qualidade do
produto. Se não tiver, não comprem", explicou.
Lei
A interdição está prevista no Decreto Estadual 343/1996,
do Serviço de Inspeção Estadual, e visa a melhoria das
condições de consumo dos produtos lácteos, protegendo a
Saúde Pública.
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