As ações para
combater o abate
informal de
carne bovina em
Minas Gerais nos
últimos anos já
apresentam
resultados
significativos.
Números de
Secretaria de
Agricultura,
Pecuária e
Abastecimento de
Minas Gerais
mostram que mais
de 600 mil
animais deixaram
de ser abatidos
anualmente de
forma irregular
e agora são
enviados para
frigoríficos
inspecionados.
No início da
década,
Minas tinha
um índice de
abate
informal de
até 55%.
Hoje, este
número está
em torno de
38%. “Ainda
não é o
ideal, mas
já é um
grande
avanço”,
comenta o
secretário
de Estado de
Agricultura,
Pecuária e
Abastecimento
de Minas
Gerais,
Gilman Viana
Rodrigues.
Segundo ele,
são abatidos
anualmente
em Minas 4
milhões de
cabeças. No
ano passado,
o Instituto
Mineiro de
Agropecuária
(IMA) emitiu
2,472
milhões de
Guias de
Trânsito
Animal (GTA)
para envio
de bovinos
para o
abate. “A
GTA só é
emitida para
envio de
animais aos
frigoríficos
inspecionados,
isso mostra
que a
clandestinidade
corresponde
a menos da
metade do
total
abatido”,
explica o
secretário.
“Existe
muita
especulação
sobre o
número de
abates
informais no
Estado.
Vários
números são
divulgados
por
interesse de
grupos
específicos.
Alguns
chegam a
falar em
uma taxa da
informalidade
de 63%
baseada na
quantidade
de couro
curtido.
Essa relação
é
equivocada”.
Segundo
Gilman
Viana, nem
todo abate
formal gera
couro
curtido. “Qualquer
pessoa com o
mínimo de
intimidade
com o setor
sabe que não
há ligação
direta entre
os abates
fiscalizados
e a
quantidade
de couro
curtido”.
Investimentos
Neste ano, o
governo de
Minas irá
investir R$
14,1 milhões
no Certifica
Minas, um
dos
programas
estruturadores
do Estado.
No primeiro
semestre,
foram
adquiridos
mais de 120
veículos
para ações
de inspeção
e defesa
sanitária,
além de nove
veículos
utilitários
equipados
com
computador
de bordo e
GPS com o
objetivo
de intensificar
a
fiscalização.
Nos
primeiros
cinco meses
do ano, as
equipes do
IMA apreenderam
mais de 12
toneladas de
carne
irregular.
Em 2007, o
investimento
no Certifica
Minas foi de
R$ 6,5
milhões. O
Estado implantou
o Sistema
Informatizado
de Defesa
Agropecuária
(Sidagro),
interligando
240 unidades
do IMA em
todo o
território
mineiro. O
Sidagro
permitiu
maior
eficiência
no
cadastramento
de
produtores e
dos rebanhos
e aprimorou
as
atividades
de campo de
veterinários
e agrônomos,
principalmente
no controle
do trânsito
de animais e
produtos
vegetais.